Vibra e Ultrapar: 2º tri reserva margens ainda melhores e Goldman destaca preferida

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O aumento sequencial das margens de distribuição de combustíveis foi um dos principais destaques da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26) e que deve se seguir pelo próximo trimestre, o 2T26, de acordo com o Goldman Sachs. Para o banco, o responsável por esse avanço foi a política de preços de combustíveis da Petrobras (PETR3;PETR4)
O Goldman manteve a recomendação de compra para Vibra (VBBR3), com preço-alvo de 12 meses de R$ 43,40. Para Ultrapar (UGPA3), a recomendação segue neutra, com preço-alvo de R$ 36,30 ao final de 2026.
Conforme a nova perspectiva do banco, a estimativa é de que Vibra e Ipiranga reportem margens de Ebitda ajustado a 32%/25% acima do consenso, respectivamente, no nível de Ebitda para o trimestre. Ipiranga, da Ultrapar, e Vibra tiveram no 1T margens de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 276/m³ e R$ 358/m³. A média no 4T25 era de R$ 166/m3.
De acordo com os analistas, a política de preços evitou o repasse da volatilidade das referências internacionais para os preços locais em março. Como consequência, as maiores distribuidoras de combustíveis (que possuem uma parcela maior do suprimento proveniente da PBR, uma alternativa mais barata em relação às importações) foram favorecidas.
Para o banco, os preços locais da Petrobras estão 32% abaixo da paridade de importação. Em outra perspectiva, estão 6% abaixo dos preços da alternativa importada, considerando o subsídio do governo aos importadores de diesel. Com base nisso, os analistas acreditam que esse cenário pode implicar a continuidade dos elevados níveis de margens observados em março ao longo do 2T.