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Mercado27 fev 2026

Vibra e Ultra perdem fatia de mercado e cenário de curto prazo fica mais desafiador

Vibra e Ultra perdem fatia de mercado e cenário de curto prazo fica mais desafiador

Foto: Reprodução da Internet

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou os dados de volumes de vendas de combustíveis referentes a janeiro. O volume total do mercado, considerando diesel e ciclo otto, incluindo gasolina e etanol, recuou 1% na comparação anual, impactado negativamente pela queda de 2% nas vendas de diesel.

Os volumes da Vibra Energia (VBBR3) caíram 2% na base anual, com perda de 1 ponto percentual de market share na comparação mensal, sendo 1,6 ponto percentual (p.p.) em diesel e 0,6 p.p. no ciclo otto. Já os volumes da Ipiranga, do Grupo Ultra (UGPA3), ficaram praticamente estáveis na comparação anual, mas também perderam 0,5 p.p. de participação no mês, sendo 0,4 p.p. em diesel e 0,7 p.p. em otto.

Por outro lado, os distribuidores menores e não bandeirados, chamados de bandeira branca, ganharam 2 p.p. de participação sobre as grandes no mês, com avanço de 3 p.p. em diesel e 1 p.p. em otto.

Na avaliação do Goldman Sachs, os dados de janeiro podem representar riscos baixistas para as estimativas de curto prazo. O banco esperava que as grandes distribuidoras continuassem ganhando participação ao longo de 2026, apoiadas na agenda de combate à informalidade, mas os números de janeiro podem pressionar as projeções de curto prazo para Vibra e Ultrapar.

O Goldman Sachs destaca que as importações de combustíveis foram favorecidas no último mês porque a Petrobras (PETR4) praticou preços de diesel acima da paridade internacional, com prêmio médio de 3%, ante desconto médio de 3% ao longo de 2025. As importações no período também ficaram muito elevadas em termos históricos, cenário normalmente desfavorável às grandes distribuidoras, por implicar competição adicional.

Além disso, checagens de canal do banco indicam que o mercado pode estar bem abastecido no primeiro trimestre, possivelmente em função do aumento de impostos estaduais no início de janeiro, que pode ter incentivado a formação de estoques e gerado eventual excesso de oferta.

Para a Ultrapar, o banco mantém recomendação neutra, com preços-alvo de R$ 29,20, baseado em um múltiplo P/L (preço sobre lucro) de 11 vezes.

O Itaú BBA, por sua vez, classificou os dados da ANP como negativos, uma vez que as três maiores distribuidoras, juntas, perderam participação de mercado nos segmentos de diesel e ciclo Otto, refletindo a intensificação da concorrência em um mercado com excesso de oferta.

Segundo o banco, essa dinâmica foi impulsionada principalmente por um longo período de arbitragem livre para importações de diesel e gasolina durante dezembro, bem como pelo aumento da disponibilidade de diesel russo.

Fonte: InfoMoney