Trump afirma que EUA destruíram minas instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz

Foto: O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante um evento com o tema de volta às aulas, no Jardim das Rosas da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 24 de agosto de 2026, para destacar as políticas educacionais de seu governo — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25) que a Marinha americana removeu ou detonou todas as minas navais que haviam sido instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz.
Segundo Trump, os Estados Unidos passaram a monitorar a região por meio de satélites para impedir a instalação de novos artefatos. O presidente também afirmou que qualquer embarcação identificada colocando novas minas poderá ser alvo de ação militar.
Irã e Omã discutem corredor de navegação
A declaração de Trump ocorreu no mesmo dia em que os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã se reuniram em Teerã para discutir a segurança da navegação na região.
Em comunicado conjunto, os países informaram que discutiram um plano para estabelecer um corredor temporário de navegação através do Estreito de Ormuz e desenvolver um projeto conjunto de desminagem da área.
A iniciativa ocorre diante das restrições que vêm afetando uma das principais rotas marítimas utilizadas para o transporte internacional de petróleo e gás.
Tensão permanece elevada
Apesar das discussões sobre a criação de uma rota temporária, a tensão entre Washington e Teerã continua elevada.
Na segunda-feira (24), os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o Irã e indicaram que não descartam novas ações militares na região.
O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, afirmou que Washington mantém a possibilidade de realizar ataques no Estreito de Ormuz ou nas proximidades do território iraniano.
Impacto sobre o mercado de petróleo
O Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia. Qualquer restrição prolongada à passagem de navios pode afetar o transporte de petróleo e derivados, aumentando os riscos logísticos e pressionando custos de frete e seguros.
Para o mercado de combustíveis, a evolução da situação merece atenção, principalmente pelos possíveis reflexos sobre oferta, preços internacionais do petróleo e custos de transporte.
A eventual retomada de uma rota segura de navegação pode contribuir para reduzir parte dessas incertezas. Por outro lado, novos episódios de conflito ou a instalação de minas podem aumentar novamente a pressão sobre o mercado.
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Fonte: G1