Tensões no Oriente Médio persistem com novos ataques e possíveis impactos econômicos

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Os Estados Unidos e o Reino Unido lançaram, na última segunda-feira (22), o oitavo ataque contra os rebeldes Houthi no Iêmen, em resposta aos contínuos lançamentos de mísseis contra navios na região do Mar Vermelho. Os Houthi, apoiados pelo Irã, alegam que estão respondendo à guerra entre Hamas e Israel.
A escalada de conflitos elevou os preços do petróleo em 1,9%, atingindo US$ 80 por barril. Analistas temem que uma guerra mais ampla no Oriente Médio poderia levar o preço do petróleo a atingir US$ 90 ou até US$ 100 por barril. Isso impactaria diretamente o consumidor, pois os preços da gasolina poderiam disparar.
Rafael Winalda, especialista em Óleo e Gás do Inter, destaca que a Petrobras, que controla os preços dos combustíveis no Brasil, tem vendido gasolina a valores superiores aos praticados internacionalmente. Se os preços do petróleo subirem ainda mais, os consumidores podem enfrentar aumentos significativos nos preços dos combustíveis, semelhantes aos observados no início de 2022 durante a Guerra entre Rússia e Ucrânia.
Apesar das preocupações, alguns analistas acreditam que a probabilidade de uma guerra generalizada no Oriente Médio é baixa devido à pressão diplomática da China sobre o Irã, seu fornecedor de petróleo. Uma guerra na região pode ocorrer, mas as chances de uma escalada global são consideradas reduzidas.
Fonte: E Investidor