Tensões no Mar Vermelho elevam riscos e desafios logísticos para o mercado de petróleo

Foto: Marinha dos EUA - 9 agosto de 2023
Em meio aos conflitos na região, a expansão dos objetivos dos Houthi aumenta consideravelmente os riscos para navios petroleiros, desencadeando desafios logísticos no mercado de commodities. O Canal de Suez e o contorno do Cabo da Boa Esperança surgem como alternativas cruciais para o transporte marítimo, diante dos embates no Mar Vermelho.
A escalada das tensões no Mar Vermelho está provocando desvios de diversos navios petroleiros e de produtos petrolíferos. Essa situação amplia significativamente o número de embarcações em risco, apresentando desafios logísticos para o mercado de commodities. Como opções ao transporte na região, destacam-se o Canal de Suez e o contorno do Cabo da Boa Esperança.
De acordo com dados da S&P Global Market Intelligence, aproximadamente 21,5% do petróleo refinado e mais de 13% do petróleo bruto importados para a Europa, Oriente Médio e norte da África passariam pelo Mar Vermelho. A StoneX, empresa americana de serviços financeiros, alerta que os riscos para os mercados de petróleo são elevados no curto prazo, especialmente devido aos ataques dos Houthi a navios aliados.
A StoneX ressalta que, embora o número de petroleiros no Mar Vermelho tenha diminuído nos últimos 18 meses, o risco persiste, não apenas para os 100 petroleiros na região, mas também para outros navios no Golfo Pérsico. O aumento das tensões, no entanto, não altera as projeções de longo prazo para o brent, que mantém uma estimativa média de US$81 o barril neste ano.
O banco suíço Julius Baer avalia que, apesar dos desafios logísticos e do impacto nos mercados globais, o efeito econômico global deve ser insignificante. O amplo armazenamento de energia suaviza os riscos de abastecimento a curto prazo, enquanto uma escalada significativa no Oriente Médio parece improvável, destaca a instituição em nota ao mercado.
No cenário atual, os futuros do petróleo WTI, referência nos EUA, registram uma queda de 0,40%, a US$72,50, às 16h29 (horário de Brasília), enquanto os futuros do brent apresentam alta de 0,17%, alcançando US$78,33 o barril.
Fonte: br investing