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Mercado11 mar 2026

Temor de desabastecimento causa aumento na demanda por combustível

Temor de desabastecimento causa aumento na demanda por combustível

Foto: Reprodução da Internet

A alta no preço do petróleo na última semana, com possibilidade de o litro do diesel chegar a R$ 7, elevou a procura por combustíveis em cidades da região. Em Lajeado, Cruzeiro do Sul, Arroio do Meio e Teutônia, motoristas formaram filas nos postos diante do receio de falta de gasolina e diesel.

O empresário Elton Faleiro, da rede de postos Faleiro, confirma aumento na demanda, mas descarta risco de desabastecimento. Segundo ele, ocorreu redução no volume entregue pelos fornecedores. “Fazemos o pedido e chega cerca de 50% do total em Lajeado. Em Canoas, por exemplo, apenas 30%. Mesmo assim, não vai faltar. Há combustível em estoque e previsão de nova carga”, afirma.

Apesar da movimentação, não existe limite de abastecimento por consumidor. Em Teutônia, por precaução, a prefeitura encaminhou todos os veículos da frota para os postos. Também surgiram filas para abastecimento. Em Cruzeiro do Sul, filas apareceram nesta terça-feira, 10, e parte do maquinário da prefeitura ficou sem combustível. Em Arroio do Meio, o movimento elevado também chamou atenção.

Em Lajeado, a rede Charrua registrou aumento na procura. Nos postos Cordona, o proprietário Adi Cerutti relata estoque disponível. “As cargas chegam em quantidade menor do solicitado, mas existe previsão de nova remessa. Temos combustível suficiente para atender os consumidores”, garante.

Nos Postos Acco, a gerente-geral Mayana Souza relata reforço no estoque após a circulação de informações sobre possível alta no diesel e risco de falta. “Assim que surgiu a possibilidade de desabastecimento, buscamos ampliar o estoque. Aqui não deve faltar, embora existam locais com restrição na entrega”, afirma.

A instabilidade no mercado surgiu após aumento da tensão entre Irã e Estados Unidos, situação responsável por recolocar o Oriente Médio no centro da política internacional e da economia global. O conflito ganhou força após ataques estratégicos entre os dois países, com elevação do nível de alerta no Golfo Pérsico, região com grandes reservas e rotas de transporte de petróleo.

Entre os pontos mais sensíveis aparece o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do petróleo no mundo. Além das perdas humanas provocadas pelos ataques, a crise provocou disparada no preço do barril. A região responde por cerca de 25% da produção mundial, enquanto a instabilidade já provocou aumento aproximado de 50% no valor do petróleo.

Fonte: A Hora