Shell supera expectativas no segundo trimestre e registra produção recorde no Brasil

Foto: Logo da Shell • REUTERS
A Shell divulgou um sólido resultado financeiro no segundo trimestre de 2026, registrando lucro ajustado de US$ 9,84 bilhões, valor superior às expectativas do mercado, que projetavam US$ 8,92 bilhões.
O desempenho foi impulsionado pelo fortalecimento das operações de comercialização (trading), pela valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e por uma produção recorde de petróleo no Brasil.
Brasil tem papel de destaque
A companhia destacou que suas operações de exploração e produção (upstream) no Brasil alcançaram níveis recordes durante o trimestre, contribuindo de forma significativa para o resultado global da empresa.
Outro fator positivo foi a utilização recorde das refinarias da Shell, além da recuperação das margens no segmento de produtos químicos, que atingiram o melhor desempenho desde 2021.
Cenário internacional favoreceu o setor
A alta dos preços do petróleo, provocada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, beneficiou as grandes empresas do setor de energia.
Além da valorização da commodity, as operações de trading ganharam impulso diante das incertezas sobre o abastecimento global, enquanto as margens de refino permaneceram elevadas para produtos como diesel, querosene de aviação e petroquímicos.
Geração de caixa e recompra de ações
No período, a Shell gerou US$ 21,4 bilhões em fluxo de caixa operacional e reduziu sua dívida líquida para US$ 42 bilhões, fortalecendo sua posição financeira.
A companhia também anunciou uma nova recompra de US$ 3 bilhões em ações, mantendo uma sequência de 19 trimestres consecutivos com programas de recompra nesse patamar.
Conflito também trouxe impactos operacionais
Apesar dos resultados positivos, a Shell informou que o conflito no Oriente Médio afetou parte de suas operações. Segundo a empresa, cerca de 10% da produção total foi impactada por paralisações e danos em ativos localizados no Catar, incluindo instalações de gás natural liquefeito (GNL).
Mercado acompanha os desdobramentos
Os resultados da Shell evidenciam como o atual cenário geopolítico influencia o desempenho das grandes petrolíferas. Para o mercado de combustíveis, a combinação entre preços elevados do petróleo, restrições logísticas e forte demanda continua sendo um dos principais fatores que impactam os custos da cadeia de abastecimento e a dinâmica do setor energético mundial.
Fonte: CNN BRASIL