Postos de combustível Curitiba já pagam mais caro pela gasolina e diesel às distribuidoras, diz Paranapetro

Foto: Reprodução da Internet
Os donos dos postos de combustível de Curitiba já têm pagado mais caro pelos produtos às distribuidoras. A afirmação é da Paranapetro – Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná, por meio de nota.
De acordo com a nota, as distribuidoras têm justificado o reajuste é resultado da ” utilização de combustíveis importados em seus estoques e a elevação de preços no mercado internacional, as companhias de distribuição têm repassado seguidas altas aos postos nos últimos dias, tanto no diesel como na gasolina.”
Em nota, a entidade que representa os donos de postos, ressaltam que os postos são obrigados a comprar gasolina e diesel das distribuidoras e que a dimensão e a velocidade destes repasses depende
destas companhias de distribuição.
Uma rede já implementou um reajuste no preço dos combustíveis, incluindo gasolina, desde esta quarta-feira, 4 de março de 2026. A justificativa é a alta do barril de petróleo (US$ 83) resultado dos conflitos no Oriente Médio. O aumento reflete a volatilidade externa e a necessidade de recomposição de margens das distribuidora, conforme nota da empresa.
O reajuste nas distribuidoras afeta os preços nas bombas, com reflexo imediato na gasolina e diesel. Neste ano, além de fatores internacionais, os combustíveis já sofreram impacto com a atualização das alíquotas do ICMS em 1º de janeiro de 2026, que elevou o imposto sobre a gasolina para R$ 1,57/L.
A Petrobras, em nota, informa que monitora a volatilidade sem repasse imediato, mas os preços nas refinarias privadas e importadoras já estão pressionados, afetando distribuidoras como a Ipiranga.
O que diz os representantes das distribuidoras
Em posicionamento o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa as maiores distribuidoras, que dominam 80% do mercado, como Vibra, Ipiranga e Shell, ressalta que o aprofundamento da guerra no Oriente Médio pode trazer impactos ao mercado de óleo e gás.
Esses impactos podem ser maiores e mais rapidamente sentidos com o fechamento do Estreito de Ormuz. O canal concentra a movimentação de cerca de 25% do petróleo exportado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.
Em nota, o IBP ressalta que a formação de preços é livre, e não interfere nas estratégias das empresas.
“O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) ressalta que a formação de preços dos combustíveis na cadeia de distribuição nacional é livre, seguindo a dinâmica de oferta e demanda. E cada empresa elabora sua política comercial de acordo com a dinâmica dos mercados em que atua. Ressaltamos ainda que o IBP não tem acesso às estratégias comerciais das empresas de distribuição de combustíveis.”
“Diante das instabilidades geopolíticas, o IBP ressalta também a importância do Brasil manter investimentos constantes em exploração e produção para a descoberta de novas fronteiras — como a Margem Equatorial — para a garantia da segurança energética, aumento da oferta exportadora e para se evitar que o país volte à condição de importador de petróleo na próxima década.”
Fonte: Bem Paraná