Por que o etanol de milho deixou de ser nicho

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O etanol de milho deixou de ser nicho e já responde por cerca de 25% da produção nacional de etanol. Com perto de 30 usinas em operação e dezenas em construção, o Brasil deve alcançar quase 13 bilhões de litros na safra 2026/27, crescendo a taxas próximas de 30% ao ano na última década. Por que isso importa. A favor, o milho produz o ano inteiro, sem a sazonalidade da cana, o que estabiliza o abastecimento. Rende coprodutos valiosos, como o DDG para nutrição animal e óleo para biodiesel, reforça a segurança energética e abre frentes em SAF e navegação, ainda que de forma incipiente. Do outro lado, a intensidade de carbono supera a da cana, sobretudo quando a energia da usina não é limpa. A logística pesa, com a maior parte das plantas no Centro Oeste e o grosso do consumo no Sudeste. O custo da biomassa quase triplicou em algumas regiões, e a oferta pode crescer bem mais rápido que a demanda, pressionando margens. Expansão é promissora com demanda firme em um setor que sofre e pede transformação!
Fonte: JORNAL CANA