PF investiga uso de postos de combustíveis em suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao INSS

Foto: O senador Weverton Rocha, do Partido Democrático Trabalhista (PDT): parlamentar é citado em investigação da PF sobre fraude no INSS (Geraldo Magela/Agência Senado)
A Polícia Federal investiga o possível uso de postos de combustíveis em um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos aplicados sobre benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A apuração envolve movimentações financeiras consideradas atípicas e está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).
Postos são citados na investigação
De acordo com decisão do ministro André Mendonça, do STF, dois postos de combustíveis aparecem entre os estabelecimentos investigados por supostamente integrarem uma estrutura de ocultação patrimonial.
Segundo a investigação, as contas bancárias desses estabelecimentos teriam recebido depósitos em espécie e transferências de empresas, com posterior direcionamento dos recursos para aquisição de imóveis, propriedades rurais e outros ativos.
Investigação apura possível lavagem de dinheiro
A Polícia Federal apura se empresas, contas bancárias e sociedades patrimoniais foram utilizadas para ocultar ou dissimular a origem de recursos provenientes de supostas infrações penais relacionadas às fraudes investigadas no INSS.
A decisão judicial cita a utilização de diferentes estruturas empresariais, incluindo postos de combustíveis, como parte do suposto mecanismo de movimentação financeira.
Senador nega irregularidades
O senador Weverton Rocha, citado na investigação, afirmou, por meio de nota, que é inocente e classificou a operação como perseguição política.
O parlamentar declarou que todas as movimentações financeiras mencionadas possuem origem em atividades empresariais regularmente declaradas aos órgãos competentes e ressaltou que não foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta fase da operação.
Processo segue em andamento
As investigações continuam em andamento e ainda não há decisão definitiva sobre o caso. Os fatos apurados pela Polícia Federal serão analisados no curso do processo, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa dos investigados.
O caso reforça a atuação dos órgãos de fiscalização no combate a crimes financeiros e à utilização de empresas para a ocultação de patrimônio e movimentação de recursos de origem suspeita.
Fonte: VEJA