Petróleo se Estabiliza Próximo do Fechamento, Atento à Inflação dos EUA e Decisões da Opep

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Os contratos futuros mais líquidos de petróleo registraram um dia de negociações marcado pela estabilidade, após uma queda inicial de mais de 1%. Esse movimento reflete a cautela dos investidores, que ponderam os riscos de descompasso entre oferta e demanda, especialmente diante das perspectivas para as economias da China e dos Estados Unidos. No fechamento, o petróleo WTI para abril apresentou uma leve baixa de 0,10%, cotado a US$ 77,93 o barril, enquanto o Brent para maio registrou um pequeno aumento de 0,18%, alcançando US$ 82,21 o barril.
O analista Derren Nathan, da Hargreaves Lansdown, destacou as preocupações com o crescimento da China como um fator determinante para a pressão sobre os preços do petróleo. Os dados econômicos divulgados recentemente mostram que, embora a inflação ao consumidor tenha aumentado modestamente em fevereiro devido aos gastos durante o Ano Novo Lunar, a inflação dos preços ao produtor diminuiu mais do que o esperado, sinalizando pressões contínuas sobre as fábricas chinesas e uma possível redução na demanda. Apesar do tom negativo observado no início do dia, os preços se recuperaram próximo ao fechamento. Segundo Fawad Razaqzada, do City index, os traders estão agora de olho no futuro, esperando indícios de cortes de juros nos EUA.
Ele ressaltou que a atenção se voltará para os dados de inflação dos preços ao consumidor (CPI) nos EUA e para o relatório mensal de mercado da OPEP. A Capital Economics observou que os cortes na produção pela OPEP e seus aliados têm mantido os preços do petróleo em níveis mais elevados recentemente, apesar das perturbações no transporte marítimo no Mar Vermelho e do risco de um conflito mais amplo no Oriente Médio, que têm sido em grande parte ignorados pelo mercado. Além disso, hoje pela manhã circulou a notícia de que a Saudi Aramco planeja reduzir o fornecimento de petróleo bruto pesado para clientes na Ásia em abril, devido à manutenção de seus campos petrolíferos. Essa decisão vem à tona após a divulgação do balanço da empresa, que revelou um lucro de US$ 121 bilhões em 2023, o segundo melhor desempenho na história da Saudi Aramco.
Fonte: investing