Petróleo na Foz do Amazonas: MPF cobra explicações sobre licenciamento ambiental

Foto: Foto: Petrobras/Divulgação
O Ministério Público Federal (MPF) pediu novos esclarecimentos ao Ibama sobre o licenciamento para perfuração de poços de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá.
O ponto principal é uma diferença nas informações apresentadas sobre a duração das atividades.
Qual é a divergência?
Em abril de 2025, representantes do Ibama informaram que a perfuração seria uma atividade pontual, com duração aproximada de seis meses.
Mais recentemente, porém, o instituto informou ao MPF que o projeto prevê uma campanha com quatro poços e atividades entre 2025 e 2029.
Para o Ministério Público, essa diferença precisa ser esclarecida para garantir maior transparência no processo de licenciamento.
Por que isso é importante?
Segundo o MPF, uma atividade realizada durante vários anos pode gerar impactos acumulados que precisam ser considerados na análise ambiental.
Entre os pontos de atenção estão:
- fauna marinha;
- pesca artesanal;
- comunidades tradicionais;
- possíveis impactos ambientais da atividade.
O que diz o Ibama?
O Ibama afirma que o licenciamento está sendo conduzido com rigor técnico e dentro das exigências legais.
Segundo o órgão, o planejamento considera:
- o poço principal Morpho;
- três poços contingenciais;
- estudos de impacto ambiental;
- plano de emergência;
- avaliação dos riscos socioambientais.
O instituto também afirma que parte das recomendações apresentadas pelo MPF já foi incorporada ou respondida durante o processo.
Petróleo encontrado na região
Em agosto de 2026, a Petrobras anunciou a identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, indicando a presença de petróleo ou gás natural.
O poço está localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas profundas.
A descoberta aumentou ainda mais a atenção sobre a região da Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira de exploração de petróleo no Brasil.
O que acontece agora?
O MPF espera que o Ibama explique formalmente as diferenças entre as informações apresentadas à Justiça e os dados existentes no processo administrativo.
Enquanto isso, o debate sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas continua envolvendo dois pontos fundamentais:
desenvolvimento do setor energético e proteção ambiental.
Para quem atua no mercado de combustíveis, acompanhar essas decisões é importante porque novos projetos de exploração podem influenciar os próximos anos do setor brasileiro de petróleo.
Acompanhe a Posto Seguro e fique por dentro das principais mudanças que impactam o mercado de combustíveis.
Fonte: g1