Petrobras pode dobrar geração de caixa no 2º trimestre, apontam projeções do mercado

Foto: Petrobras deve dobrar geração de caixa no segundo trimestre, projetam bancos Estatal deve registrar forte Ebitda ajustado no período.
A Petrobras deve divulgar um dos resultados mais robustos dos últimos trimestres. Segundo projeções de bancos de investimento, a estatal poderá dobrar sua geração de caixa no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelo aumento da produção de petróleo, pela valorização do Brent e pela recuperação dos preços dos combustíveis.
A divulgação do balanço está prevista para esta quinta-feira (6), após o fechamento do mercado.
Produção e preço do petróleo impulsionam resultados
As estimativas indicam que o desempenho operacional da companhia foi favorecido pelo crescimento da produção de petróleo e gás natural, aliado à alta das cotações internacionais do petróleo ao longo do trimestre.
Outro fator que contribuiu para o resultado foi a recuperação dos preços dos combustíveis, influenciada também pelo reconhecimento dos subsídios concedidos ao setor durante o período.
Mercado espera forte geração de caixa
O Bank of America (BofA) projeta um Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 18,4 bilhões, valor cerca de 62% superior ao registrado no trimestre anterior e o dobro do observado no mesmo período de 2025.
Já o consenso do mercado aponta para:
- Ebitda ajustado: R$ 91,3 bilhões;
- Lucro líquido: R$ 45,1 bilhões;
- Receita líquida: R$ 161,6 bilhões.
O Citi também estima um Ebitda próximo de US$ 18 bilhões, destacando como principais fatores o aumento da produção e os preços mais elevados do petróleo e dos combustíveis.
Dividendos seguem no radar dos investidores
As projeções indicam ainda uma possível distribuição de aproximadamente US$ 3,5 bilhões em dividendos, mantendo a Petrobras entre as empresas com maior capacidade de remuneração aos acionistas.
Desafios permanecem
Apesar das perspectivas positivas para o trimestre, analistas avaliam que o cenário para os próximos meses exige cautela.
Entre os fatores de atenção estão a possível estabilização dos preços internacionais do petróleo, a continuidade da tributação sobre as exportações brasileiras de petróleo e os desafios relacionados à estratégia de alocação de capital da companhia.
Esses fatores podem limitar o potencial de valorização das ações, mesmo diante de um desempenho operacional considerado bastante sólido.
Impactos para o setor
Os resultados da Petrobras são acompanhados de perto por todo o mercado de combustíveis, já que refletem o comportamento da produção nacional, das cotações internacionais do petróleo e das condições econômicas que influenciam o abastecimento e a cadeia energética brasileira.
Fonte: BLOOMBERG LINEA