Oportunidade no médio prazo, transição no etanol e a realidade do "sonho americano" no Brasil.

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Na abertura do evento, o CEO da companhia, Otávio Lage Filho, falou sobre como vê a cana-de-açúcar como um “poço de petróleo dentro da fazenda”, com um mar de oportunidades a serem exploradas.
No entanto, o executivo ressaltou que a produtora de açúcar e etanol olha com atenção para investimentos em: gás carbônico de fermentação, hidrogênio verde (H2V), amônia líquida para fertilizantes, biometano, etanol de milho e o SAF (combustível sustentável de aviação). “Estamos estudando investimentos em etanol de milho e buscando a certificação para o SAF”, ressaltou.
Papel dos biocombustíveis na transição energética
Durante o painel “Transição Energética e o projeto do Combustível do Futuro: oportunidades para o setor sucroenergético”, Plinio Nastari, presidente da Datagro e conselheiro da companhia, ressaltou os quatro pilares do que ele chama de arcabouço legal para transição energética, entre eles:
Programa Mover, que introduz o vetor ambiental no setor automotivo, levando em consideração toda emissão de carbono na constituição do veículo;
PL do Combustível do Futuro, que define regras para uma série de biocombustíveis, além da captura de CO2;
Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN);
Renovabio, programa que expande a produção de biocombustíveis no Brasil.
Cana-de-açúcar deve perder espaço para o milho no mercado de etanol
O CFO da companhia, Rodrigo de Penna Siqueira, ressaltou que a no médio prazo, a Jalles planeja realizar investimentos em etanol de milho, biometano e investimentos marginais para aumento de moagem e mix. No longo prazo, a companhia olha para fusões e aquisições, além da diversificação geográfica.
Tiago Medeiros, diretor da Czarnikow no Brasil, comenta que o etanol de milho será necessário, à medida que a demanda por açúcar no mundo deve seguir crescendo.
Fonte: moneytimes