Margem Equatorial pode ampliar demanda por infraestrutura logística no Norte

Foto: Presidente da Transpetro, Sergio Bacci, durante a Rio Pipeline & Logistics 2025, em 9 de setembro (Foto Marco Sobral/agência eixos)
Os avanços da exploração de petróleo na Margem Equatorial começam a movimentar também o planejamento logístico do setor. A Transpetro já avalia a possibilidade de instalar uma base na região Norte para atender uma eventual produção de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.
Segundo o presidente da companhia, Sergio Bacci, uma estrutura na região poderá ser necessária para realizar operações de alívio das plataformas, receber o petróleo produzido e direcioná-lo para a costa, exportação ou refino.
Produção poderá exigir nova estrutura de transporte
Caso a produção avance, parte do petróleo poderá ser transportada por cabotagem, utilizando navios para levar o produto da região Norte até outras áreas do país.
Uma das possibilidades mencionadas pela Transpetro é o processamento do óleo na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo. Nesse cenário, a logística marítima terá papel fundamental para conectar a nova fronteira produtora à infraestrutura de refino existente.
A localização de uma eventual base ou terminal de transbordo, entretanto, ainda não foi definida. A companhia destaca que a exploração está em uma fase inicial e que o tamanho da estrutura necessária dependerá dos resultados das próximas etapas de prospecção.
Expansão da frota acompanha perspectivas do setor
Além dos estudos relacionados à Margem Equatorial, a Transpetro também está ampliando sua capacidade logística.
Atualmente, 13 navios estão em construção no Brasil, incluindo embarcações para transporte de produtos, gaseiros e navios de médio porte. A companhia também prevê novas barcaças, empurradores e navios destinados às operações de apoio e transporte.
Esses investimentos mostram como o crescimento da produção de petróleo não envolve apenas a exploração dos campos. Ele gera demanda em diferentes pontos da cadeia, incluindo terminais, transporte marítimo, armazenagem, refino e distribuição.
O que a Margem Equatorial pode representar para o mercado?
A possível criação de uma nova infraestrutura logística no Norte reforça a dimensão dos impactos que a Margem Equatorial poderá provocar no setor energético brasileiro.
Ainda existe um caminho de estudos, avaliação das reservas, licenciamento e desenvolvimento antes de uma eventual produção em grande escala. Mas os primeiros movimentos das empresas mostram que o mercado já começa a pensar na estrutura necessária para atender essa nova fronteira.
Para o setor de combustíveis, acompanhar essas mudanças é importante porque grandes projetos de produção podem provocar reflexos em toda a cadeia de abastecimento, da movimentação do petróleo bruto até o refino, transporte e distribuição dos derivados.
A Posto Seguro acompanha os principais movimentos do mercado para levar informação estratégica ao revendedor e ajudar na tomada de decisões diante das transformações do setor de combustíveis.