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Notícia10 jul 2026

Inflação dos combustíveis na América Latina triplicou entre maio e junho

Inflação dos combustíveis na América Latina triplicou entre maio e junho

Foto: Consumidor abastece carro com gasolina. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A alta dos preços internacionais dos combustíveis tem provocado um impacto progressivo na América Latina e Caribe. A inflação energética anual da região foi de 2,12% em março, avançou para 4,52% em abril e alcançou 6,41% em maio de 2026, indicam dados da Organização Latinoamericana e Caribenha de Energia (Olacde).

  • Em junho, os preços médios da gasolina na região estavam 16% acima dos níveis pré-guerra, enquanto o diesel estava 13% mais caro.

Segundo a Olacde, os números indicam que a transmissão dos reflexos da crise internacional causada pela guerra no Oriente Médio não foi imediata, nem uniforme.

  • Fatores como estoques adquiridos a custos anteriores, incidência de tributos, subsídios e mecanismos nacionais de estabilização de preços podem adiar os impactos.
  • Ou seja, ainda é cedo para estimar os efeitos de fato. 

Enquanto a região ainda tenta digerir a crise internacional, o Brasil discute o futuro das subvenções que foram adotadas desde o começo da guerra, com o reaquecimento do conflito esta semana.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a dizer que gostaria de começar a retirar o subsídio da gasolina na próxima semana, mas ressaltou que é necessário ter cautela.

  • Parte do alívio do diesel já começou a ser desmontado na semana passada.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB), reforçou nos últimos dias a expectativa de redução do subsídio da gasolina, um pleito do setor de etanol.

  • Motta pode pautar o PLP 114/2026, no qual o agronegócio tenta emplacar benefícios para o setor, incluindo o biocombustível.

Motta, inclusive, “reconvocou” para a próxima semana a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para discutir o aumento da mistura de etanol na gasolina para 32%, um dos principais pleitos do agronegócio para atenuar a alta nos preços dos combustíveis fósseis. 

Fonte: EIXOS