Ibovespa dispara em dia de Fed e bate 146 mil pontos, maior fechamento da história

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Anote aí: 17 de setembro de 2025, o dia que não só prometeu como entregou e entregou mais do que se imaginava. Ou quase isso. Ou mais ou menos. Nos números, sim, sem dúvidas, houve mais do que se imaginava. Entrou para a história. Senão, vejamos: o Ibovespa fechou com mais 1,06%, aos 145.593,63 pontos, um ganho de 1.531,89 pontos, maior patamar de fechamento da história, pela primeira vez acima dos 145 mil, superando o pregão… de ontem! Ontem foi a primeira vez que o Ibovespa havia fechado acima dos 144 mil, com 144.061,74 pontos.
Acontece que o Ibovespa entregou mais do que se esperava e superou pela primeira vez na história não só os 145 mil como também os 146 mil, chegando na máxima do dia aos 146.330,90 pontos.
O real se viu em um dia bem mais montanha-russa, que terminou com o dólar comercial subindo 0,06%, a R$ 5,301. Os DIs (juros futuros) desceram por toda a curva mais uma vez, como tem acontecido toda esta semana.
Fed entrega o corte esperado
Toda essa euforia veio de algo que já estava precificado, por isso o Ibovespa entregou até mais do que se esperava: o corte de juros pelo Federal Reserve em 0,25 ponto percentual.
O único voto dissidente, que pediu um corte de 0,50 pp, foi do estreante Stephen Miran, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Jerome Powell, presidente do Fed, deu uma indireta direto no queixo, dizendo que qualquer membro do Fed pode divergir, mas tem que convencer os demais com argumentos e dados.
Camilo Cavalcanti, gestor de Portfolio da Oby Capital, chamou atenção para o chamado dot plot, em que são apresentadas as projeções de cada diretor do Fed. A mediana da Fed Fund ao final de 2025 recuou para 3,6%, indicando a expectativa de quase dois novos cortes de juros nas reuniões de outubro e dezembro. Para os anos de 2026 e 2027, apenas mais um corte foi adicionado às projeções.
Fonte: infomoney