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Notícia5 ago 2026

Gasolina sobe 30% nos EUA após tensão no Oriente Médio e pressão de Trump sobre petroleiras

Gasolina sobe 30% nos EUA após tensão no Oriente Médio e pressão de Trump sobre petroleiras

A escalada do conflito no Oriente Médio continua impactando o mercado global de combustíveis. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina já acumula alta de cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano passado, levando o presidente Donald Trump a cobrar publicamente que as petroleiras reduzam os preços ao consumidor.

Segundo Trump, as empresas deveriam repassar os benefícios das medidas adotadas pelo governo para ampliar a produção de petróleo. No entanto, especialistas destacam que o valor da gasolina nos EUA permanece diretamente ligado às cotações internacionais do petróleo e à dinâmica do mercado global.

Petróleo mais caro pressiona combustíveis

A principal razão para a alta foi o aumento das tensões na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo. A possibilidade de interrupções no fornecimento elevou o preço do barril de petróleo Brent, refletindo diretamente no custo dos combustíveis.

Embora o preço do petróleo tenha recuado recentemente com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, os efeitos sobre a gasolina não são imediatos, já que refinarias trabalham com estoques e contratos de fornecimento firmados anteriormente.

Lucros elevados das petroleiras

O cenário também favoreceu as grandes empresas do setor. Gigantes como ExxonMobil e Chevron registraram lucros expressivos no segundo trimestre, impulsionados pela valorização do petróleo e pelas margens mais elevadas obtidas durante o período de instabilidade internacional.

Por que a gasolina continua cara nos EUA?

Mesmo sendo o maior produtor mundial de petróleo, os Estados Unidos continuam dependentes das oscilações internacionais. Isso ocorre porque parte das refinarias americanas foi projetada para processar tipos específicos de petróleo, exigindo importações de outras variedades da commodity.

Além disso, a cadeia de combustíveis no país é composta por diversas empresas privadas responsáveis pela produção, refino, distribuição e comercialização, reduzindo a capacidade de intervenção direta do governo sobre os preços.

Reflexos para o mercado brasileiro

As oscilações do petróleo internacional também influenciam o mercado brasileiro. Embora o Brasil possua uma estrutura mais integrada entre produção e refino, fatores geopolíticos continuam sendo determinantes para a formação dos preços dos combustíveis.

Diante desse cenário, acompanhar os movimentos do mercado internacional torna-se fundamental para postos revendedores e empresas do setor, especialmente em momentos de forte volatilidade nos preços do petróleo e dos derivados.Gasolina sobe 30% nos EUA após tensão no Oriente Médio e pressão de Trump sobre petroleiras

Fonte: g1