Etanol amplia vantagem econômica sobre a gasolina e atinge melhor relação de preços desde 2017

Foto: O preço médio do etanol no país teve queda de 2,3% em julho — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O etanol hidratado registrou, em julho, sua maior vantagem econômica em relação à gasolina desde o início da série histórica do Monitor de Preços de Combustíveis da Fipe, iniciada em 2017. A queda mais intensa no preço do biocombustível reforçou sua competitividade e tornou o abastecimento com etanol mais atrativo em grande parte do país.
Etanol foi o combustível que mais caiu em julho
Segundo levantamento da Fipe, o preço médio do etanol hidratado recuou 2,3% em julho, chegando a R$ 4,16 por litro. No mesmo período, a gasolina apresentou redução de 0,5%, enquanto o diesel S-10 caiu 1,8% e o diesel comum teve retração de 2,1%.
Com isso, o etanol foi o combustível com a maior desvalorização no mês.
Melhor relação de preços da série histórica
Em julho, o preço médio do etanol correspondeu a 66,7% do valor da gasolina, o menor percentual registrado desde 2017.
Como o rendimento do etanol costuma variar entre 70% e 75% do desempenho da gasolina, essa relação torna o biocombustível economicamente mais vantajoso para grande parte dos veículos flex.
Competitividade cresce em diversos estados
O etanol foi mais competitivo que a gasolina em oito unidades da federação, com destaque para:
- Mato Grosso;
- São Paulo;
- Mato Grosso do Sul;
- Goiás;
- Paraná;
- Distrito Federal;
- Minas Gerais;
- Bahia.
Mato Grosso apresentou a melhor relação de preços do país, seguido por São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Mercado acompanha cenário favorável
A maior competitividade do etanol fortalece sua participação no mercado e oferece uma alternativa mais econômica para consumidores de veículos flex.
Para o setor de combustíveis, o comportamento dos preços reforça a importância de acompanhar as oscilações entre gasolina e etanol, já que a relação de preços influencia diretamente as decisões de abastecimento e o consumo dos diferentes combustíveis.
Fonte: GLOBO RURAL