Dólar volta a R$ 5 com expectativa por dados de inflação nos EUA

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O dólar hoje fechou em baixa, retornando aos R$ 5 e mantendo o movimento de queda registrado na sessão anterior. Esse cenário é impulsionado pela cautela dos investidores antes dos dados de inflação ao consumidor americano previstos para amanhã (10).
A moeda americana perdeu força em um contexto no qual os rendimentos do Tesouro dos EUA também recuaram. Os investidores aguardam por mais informações antes de reajustarem suas expectativas em relação aos futuros cortes de juros. Nesse sentido, o DXY, índice global do dólar, registrou uma leve queda de 0,03%, atingindo 104,11.
O que Está Acontecendo com o Dólar?
A queda do dólar hoje está associada à nova valorização do preço do minério de ferro. Essa valorização favorece a entrada da moeda americana no mercado brasileiro, impulsionando a cotação para baixo. A expectativa de uma maior demanda pela commodity também contribui para a valorização do seu preço, exercendo pressão sobre o dólar.
No cenário local, os traders permanecem atentos às notícias sobre uma possível mudança na meta fiscal para 2025. O governo tem até o dia 15 para encaminhar ao Congresso o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano. Recentemente, surgiram informações indicando que a meta pode ser ajustada de um superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para um resultado entre 0% e 0,25%.
Ontem (8), o dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0320 reais na venda, registrando uma baixa de 0,65%. Esse movimento já refletiu o salto do minério de ferro, uma commodity chave na pauta de exportação brasileira.
Inflação nos EUA e Impactos no Mercado
Além disso, os investidores estão atentos aos dados da inflação americana e à ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed). Esses fatores podem influenciar as expectativas em relação aos cortes de juros nos EUA, o que tem impacto direto na taxa de câmbio.
A expectativa é de que o relatório de inflação dos EUA mostre uma inflação de 3,4% na base anual, em comparação com 3,2% em fevereiro. Qualquer surpresa para cima nessas estimativas pode impulsionar o dólar ao reduzir ainda mais as expectativas de cortes de juros para este ano.
As atuais apostas de um afrouxamento de cerca de 60 pontos-base ao longo de 2024 são as mais baixas desde outubro, de acordo com dados do LSEG. Isso representa uma redução significativa em comparação aos cerca de 150 pontos que estavam sendo precificados no início de 2024.
Quanto mais tarde o Fed decidir cortar os juros, pior para o real, uma vez que o diferencial de rendimento entre Brasil e EUA diminuiria por mais tempo. Isso reduziria a atratividade do mercado de renda fixa doméstico, já que os ativos norte-americanos são considerados muito seguros e oferecem retornos consideráveis.
Em resumo, o movimento de queda do dólar hoje reflete uma série de fatores, desde a valorização do minério de ferro até as expectativas em relação à política monetária nos EUA. Os próximos dias serão cruciais para observar como esses elementos influenciarão o comportamento da moeda americana e o cenário econômico global.
Fonte: infomoney