Disparada do dólar aumenta defasagem do diesel, mas reajuste deve ficar para depois.

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A disparada do dólar para níveis recordes acima de 6 reais impulsionou nos últimos dias a defasagem dos preços do diesel vendido pela Petrobras a distribuidoras no Brasil, mas a avaliação é de que a empresa ainda deve aguardar para mexer no valor do combustível, segundo especialistas e fontes próximas da estatal.
A diferença entre o valor do combustível vendido pela Petrobras e o produto importado atingiu o maior patamar em cinco meses, apontaram cálculos da consultoria Raion compartilhados com a Reuters.
“Por ora, o Brent mais baixo tem compensado a alta do dólar, não tem pressão de preços. Mas, sem dúvida, em um cenário de dólar alto no longo prazo, esses preços internos não se sustentam”, disse uma das fontes, na condição de anonimato.
“Se a mudança de patamar de câmbio se consolidar e virar um movimento de longo prazo, vai precisar de uma ação sobre os preços internos”, acrescentou.
A segunda fonte disse ainda que a “indicação” é que no começo do ano será avaliada a “necessidade” de reajustes. Segundo essa pessoa, a participação de mercado da petroleira também precisa ser observada. “Essa é uma variável muito importante a ser considerada para o negócio”, frisou.
Fonte: motorshow