COP 28 termina com avanço sobre acordo de transição energética para redução de combustíveis fósseis

Foto: Reprodução Giuseppe CACACE/ AFP
A 28ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, terminou nesta quarta-feira (13) com a última versão do acordo negociado entre 195 países. Pela primeira vez, os países concordaram em um acordo de transição energética para redução de combustíveis fósseis. No entanto, não cita a eliminação de combustíveis fósseis — ideia que não agradou os ambientalistas. Em resumo: acordo se propõe à redução, mas não diz como isso será feito e não cita a eliminação, que é uma meta já acordada para 2050, data estipulada pela ONU para não ter mais emissões de gases de efeito estufa. Além disso, propõe que seja triplicada a capacidade de energia renovável a nível mundial até 2030. A medida visa reduzir a utilização de carvão, ao mesmo tempo que busca acelerar o uso de tecnologias para captura e armazenamento de carbono. Agora, os países são responsáveis por cumprir os acordos através de políticas e investimentos nacionais.
Ao longo da conferência do clima, mais de 100 países tentaram fazer um lobby para eliminar gradualmente o uso de petróleo, gás e carvão. Incluindo regiões conhecidas como SID, ou pequenos estados insulares em desenvolvimento, que, na prática, são mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas e aos desastres naturais. O grupo contou com o apoio de grandes produtores de petróleo e gás, como os Estados Unidos, o Canadá e a Noruega, juntamente com o bloco da União Europeia (UE) e vários outros governos. Porém, encontraram forte oposição da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderado pela Arábia Saudita, que argumentou que o mundo pode reduzir emissões sem evitar a eliminação de combustíveis específicos. O grupo controla quase 80% das reservas de petróleo do mundo — e os seus governos dependem fortemente dessas receitas.
O presidente da COP 28, Sultan Al Jaber, chamou o acordo de "histórico", mas acrescentou que o seu verdadeiro sucesso estaria na sua implementação.
Fonte: g1.globo