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Mercado13 dez 2023

COP 28 termina com avanço sobre acordo de transição energética para redução de combustíveis fósseis

COP 28 termina com avanço sobre acordo de transição energética para redução de combustíveis fósseis

Foto: Reprodução Giuseppe CACACE/ AFP

A 28ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, terminou nesta quarta-feira (13) com a última versão do acordo negociado entre 195 países. Pela primeira vez, os países concordaram em um acordo de transição energética para redução de combustíveis fósseis. No entanto, não cita a eliminação de combustíveis fósseis — ideia que não agradou os ambientalistas. Em resumo: acordo se propõe à redução, mas não diz como isso será feito e não cita a eliminação, que é uma meta já acordada para 2050, data estipulada pela ONU para não ter mais emissões de gases de efeito estufa. Além disso, propõe que seja triplicada a capacidade de energia renovável a nível mundial até 2030. A medida visa reduzir a utilização de carvão, ao mesmo tempo que busca acelerar o uso de tecnologias para captura e armazenamento de carbono. Agora, os países são responsáveis por cumprir os acordos através de políticas e investimentos nacionais.

Ao longo da conferência do clima, mais de 100 países tentaram fazer um lobby para eliminar gradualmente o uso de petróleo, gás e carvão. Incluindo regiões conhecidas como SID, ou pequenos estados insulares em desenvolvimento, que, na prática, são mais vulneráveis ​​aos impactos das mudanças climáticas e aos desastres naturais. O grupo contou com o apoio de grandes produtores de petróleo e gás, como os Estados Unidos, o Canadá e a Noruega, juntamente com o bloco da União Europeia (UE) e vários outros governos. Porém, encontraram forte oposição da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderado pela Arábia Saudita, que argumentou que o mundo pode reduzir emissões sem evitar a eliminação de combustíveis específicos. O grupo controla quase 80% das reservas de petróleo do mundo — e os seus governos dependem fortemente dessas receitas.

O presidente da COP 28, Sultan Al Jaber, chamou o acordo de "histórico", mas acrescentou que o seu verdadeiro sucesso estaria na sua implementação.

Fonte: g1.globo