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Mercado13 fev 2026

Com pico do petróleo em 2032, governo coloca planos de expansão de energia em consulta

Com pico do petróleo em 2032, governo coloca planos de expansão de energia em consulta

Foto: Reprodução da Internet

O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou nesta quinta (12/2) as consultas públicas do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035) e do Plano Nacional de Energia (PNE 2055), com pico de produção de petróleo previsto para 2032.

Os documentos chegam em meio à elaboração pelo governo federal de diretrizes para o mapa do caminho para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. A expectativa é que a proposta fosse apresentada até 8 de fevereiro.

Na semana passada, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou uma nota informando que o documento está em fase final e sua divulgação ocorrerá após deliberação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A primeira reunião do colegiado em 2026 chegou a ser marcada para esta quinta (12/2), mas foi cancelada. Ainda não há previsão de data e nem de que o mapa do caminho entre na pauta.

Elaborados em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o PDE e o PNE são instrumentos de planejamento, indicando as necessidades energéticas nos horizontes decenal e de longo prazo.

No PDE 2035, o governo estima uma expansão de 100 GW no sistema elétrico, que alcança 359 GW no período. Isso deve demandar 29 mil km de linhas de transmissão e 6 GW para baterias — projeção mais ambiciosa para o armazenamento de energia que a do Plano Clima.

o setor de transportes, MME e EPE estimam que o mercado de etanol pode chegar a 50 bilhões de litros e o de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês) a 2,8 bilhões de litros.

R$ 2 tri na expansão da matriz elétrica

Com seis cenários de longo prazo para a matriz brasileira, o PNE 2055 projeta que a demanda de energia pode ser até duas vezes maior que em 2025, com crescimento em todos os setores, especialmente o de transportes.

No geral, o consumo de eletricidade pode crescer até 4,2 vezes no período, mas é possível alcançar até 99% de renováveis no setor, mostra um dos cenários.

Um mercado que deve impactar essa demanda é o de data centers, cujo consumo é estimado em até 300 TWh.

Para atender este cenário, R$ 2 trilhões em investimentos serão necessários na expansão da matriz, dos quais R$ 600 bilhões serão para triplicar a infraestrutura de transmissão.

Fonte: Eixos