Choque do petróleo avança pela economia, mas inflação ainda está represada

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O choque do petróleo não está restrito aos preços dos combustíveis. Ele já começou a se espalhar pelos custos de transporte e por cadeias como as de produtos químicos, plásticos e fertilizantes, além de afetar as expectativas de inflação de empresas e consumidores.
Um dos boxes do Relatório de Política Monetária do Banco Central, divulgado nesta manhã, mostra como essa pressão se disseminou pela economia. O choque começou com a alta do petróleo e foi ampliado pelo aumento das margens de refino.
Entre janeiro e agosto, enquanto o Brent avançou US$ 23 por barril, a gasolina subiu US$ 58 e o diesel, US$ 80 no mercado americano.
No Brasil, a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,78 por litro, enquanto o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 7,45. Somados ao gás de botijão, esses combustíveis acrescentaram 0,42 ponto percentual à inflação entre março e abril.
Ou seja, mesmo com as desonerações e subvenções adotadas pelo governo, os preços subiram. As medidas ajudaram a amortecer e, posteriormente, a moderar parte da alta, mas não impediram que o choque chegasse ao consumidor, aponta o BC.
O impacto também avançou pelas cadeias produtivas. O querosene de aviação praticamente dobrou. Produtos químicos, resinas e elastômeros subiram 19%; plásticos e fibras sintéticas, 18%; e fertilizantes, 11%.
Fonte: cnnbrasil