Carro elétrico movido a etanol pode acelerar a transição energética

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Um estudo publicado no Journal of Energy Chemistry analisa as vantagens e desafios das células a combustível MS-SOFCs (Metal-Supported Solid Oxide Fuel Cells) em carros elétricos. Por trás desse nome difícil, há uma tecnologia interessante – e chegaremos nela. A pesquisa foi conduzida por cientistas do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).
Em parceria com instituições como Unicamp, Mackenzie e UFES, o Cine conseguiu desenvolver um tipo de etanol que pode ser utilizado em carros elétricos. As MS-SOFCs surgem como uma alternativa promissora para a eletrificação do setor automotivo.
Transição energética
Gustavo Doubek, professor da Unicamp e membro do CINE, destaca que a tecnologia pode contribuir significativamente para a descarbonização do transporte. “Ela oferece um caminho sólido para a transição energética sem os altos custos do hidrogênio ou as limitações das bateria
O funcionamento das MS-SOFCs envolve o uso de biocombustíveis, como etanol, biogás e biometano, de onde o hidrogênio é extraído. Posteriormente, esse hidrogênio é oxidado e gera eletricidade para alimentar o motor elétrico.
Esse processo, além de garantir maior eficiência energética em relação aos motores a combustão, reduz emissões de carbono ao nível próximo de zero, pois o CO2 liberado é compensado pelo consumo da cana-de-açúcar na fotossíntese.
Fonte: olhardigital