Brasil Lidera Discussões sobre Biocombustíveis no G20

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O Brasil está na vanguarda dos debates sobre biocombustíveis no G20, conforme avaliação de Ricardo Mussa, CEO da Raízen, uma empresa brasileira atuante nos segmentos de açúcar, etanol, distribuição de combustíveis e geração de energia renovável. Mussa enfatiza que, com políticas públicas adequadas, o país pode aproveitar a energia elétrica barata para impulsionar a indústria, liberando recursos para fortalecer a exportação de produtos de maior valor agregado. Sua participação no evento Negócio 20 (B20), no Rio de Janeiro, marca o início da presidência brasileira no G20, o grupo das maiores economias do mundo.
O executivo destaca a crescente disponibilidade de energia elétrica barata, especialmente solar e eólica, e propõe um uso mais eficiente desse recurso. Por exemplo, ele sugere que, ao invés de utilizar o bagaço de cana-de-açúcar para alimentar usinas, poderia ser convertido em etanol, aproveitando a abundância de energia elétrica disponível para industrializar o Brasil. Mussa ressalta a importância de discutir políticas públicas adaptadas a cada região ou país, argumentando que a eletrificação da frota de veículos pode ser mais relevante para países desenvolvidos, enquanto o uso de biocombustíveis é mais adequado para nações emergentes como o Brasil.

Para Mussa, o Brasil já é um exemplo na produção de biocombustíveis e não vê a necessidade de políticas governamentais direcionadas especificamente para a adoção de veículos elétricos. Ele identifica o fomento como um desafio crucial e sugere que o G20 poderia ser um espaço para discutir e resolver essas questões. Além disso, destaca o potencial do etanol como uma ponte para a produção de hidrogênio, ressaltando a singularidade do Brasil em recursos naturais como terra, sol, chuva e cana-de-açúcar.
Mussa também ressalta a viabilidade do Brasil na produção de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e prevê que o setor de aviação passará por uma descarbonização em curto prazo, especialmente considerando a longa vida útil das aeronaves e suas emissões significativas de gases de efeito estufa. Ele enfatiza a necessidade de políticas públicas que incentivem a adoção mais rápida de SAF e destaca o potencial do Brasil nesse mercado.
Fonte: O Globo