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Mercado31 jan 2024

Aumento do preço do gás de cozinha no RN devido a reajustes tributários e de custos

Aumento do preço do gás de cozinha no RN devido a reajustes tributários e de custos

Foto: Reprodução da Internet

O retorno dos impostos federais PIS/Cofins sobre combustíveis, o reajuste do salário-mínimo e o aumento do ICMS sobre o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) estão previstos para elevar o preço do botijão de gás em até R$ 5, conforme informações divulgadas pelo Sindicato dos Revendedores de Gás no Rio Grande do Norte (Singás-RN). Este novo cenário aponta que o valor médio do gás de cozinha, atualmente em R$ 100, pode alcançar R$ 105 a partir da próxima quinta-feira (1º de fevereiro).

A não continuidade da desoneração do PIS/Cofins, iniciada no Governo Bolsonaro, desencadeia um aumento em cadeia, impactando diretamente o GLP. Isso ocorre devido ao retorno do imposto federal sobre o óleo diesel, o que encarece o frete e resulta no repasse dos custos aos produtos transportados.

Segundo o presidente do Singás-RN, Francisco Corrêa, os três fatores mencionados justificam o reajuste esperado pelos consumidores. Corrêa explica que os preços podem variar entre as regiões do estado e municípios devido aos diferentes custos de transporte. Cerca de 90% do gás consumido no estado é adquirido de Pernambuco e Fortaleza, e o aumento do diesel impacta diretamente nos custos.

Atualmente, aproximadamente 650 mil botijões de gás são vendidos por mês no Rio Grande do Norte, com cerca de 30 mil pessoas empregadas diretamente em cerca de 900 revendedores, conforme dados do Singás-RN.

O reajuste do ICMS, mencionado pelo Singás, foi definido pelo Comitê Nacional de Secretários de Estado da Fazenda (Comsefaz), que aprovou um aumento na alíquota de ICMS de R$ 1,25 por quilo para R$ 1,41. Além do GLP, a gasolina e o óleo diesel também foram alvo de reajustes.

Ricardo Valério, economista e integrante do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon-RN), prevê um grande impacto nas famílias e nos empresários do setor de alimentação devido aos aumentos. Ele enfatiza que o aumento do GLP é principalmente provocado pelo retorno do PIS/Cofins sobre o óleo diesel, que transporta os botijões, juntamente com o reajuste do salário-mínimo e do ICMS. Este aumento, estimado entre 4% a 5%, representa um peso substancial para as famílias, dado que o gás de cozinha é um bem essencial utilizado diariamente. Valério destaca a importância do vale-gás para ajudar as famílias a enfrentarem esse aumento.

Assim, os reajustes tributários e de custos impactam significativamente o preço do gás de cozinha no Rio Grande do Norte, gerando preocupações para consumidores e empresários do setor.

Fonte: Tribuna do Norte