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Notícia10 abr 2024

ANP busca medidas para punir distribuidoras inadimplentes no RenovaBio

ANP busca medidas para punir distribuidoras inadimplentes no RenovaBio

Foto: Reprodução da Internet

O setor de combustíveis brasileiro está em processo de mudanças significativas com o avanço do RenovaBio, programa que visa incentivar a produção e o uso de biocombustíveis para reduzir as emissões de carbono. No entanto, enfrenta desafios quanto ao cumprimento das metas estabelecidas, especialmente pelas distribuidoras de combustíveis.

Nesse contexto, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está dando passos importantes para garantir a adesão e o cumprimento das obrigações previstas. Até o momento, a Lei do RenovaBio, representada pela Lei 13.576, prevê sanções financeiras para as distribuidoras que não alcançarem suas metas de descarbonização, com multas que variam de R$ 100 mil a R$ 50 milhões. Contudo, a legislação carece de clareza quanto a outras formas de punição. Diante desse cenário, a ANP está buscando ampliar as medidas de penalização, com a possibilidade de revogar as autorizações das empresas reincidentes.

A Superintendência de Biocombustíveis e de Qualidade de Produtos (SBQ) da ANP encaminhou, em 20 de março, um ofício à Superintendência de Distribuição e Logística (SDL) para avaliar a viabilidade de cancelar as autorizações de distribuidoras que acumulam multas por não cumprirem suas metas no RenovaBio, e que constam como inadimplentes no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). No documento, a SBQ ressalta a importância de coibir práticas reincidentes que vão contra os objetivos do RenovaBio.

Após três ciclos de metas do programa, a constatação é que diversas distribuidoras persistem no descumprimento de suas obrigações anuais, mesmo após a instauração de processos sancionadores e a aplicação das penalidades financeiras previstas. Essa iniciativa da ANP reflete uma postura mais rigorosa em relação à inadimplência no RenovaBio, buscando garantir que as metas estabelecidas sejam cumpridas efetivamente pelas empresas do setor de combustíveis. Com isso, espera-se um maior engajamento e comprometimento das distribuidoras na redução das emissões de carbono e no desenvolvimento sustentável do país.

Fonte: novacana