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Distribuidores de combustíveis terão recuperação no 3º trimestre, diz Credit Suisse

Atualizado: 23 de Out de 2020

Segundo o banco, o setor deve apresentar bons resultados, com a retomada das vendas, aumento de preços e redução de custos





O Credit Suisse afirmou que após a ‘tempestade’, aguarda um forte terceiro trimestre em termos de resultados para as empresas distribuidoras de combustíveis. Segundo o banco, o setor deve apresentar bons resultados, com a retomada das vendas, aumento de preços e redução de custos.


“Esperamos resultados fortes para a BR Distribuidora, pois as margens refletem os benefícios dos esforços de redução de custos da empresa que se seguiram à privatização. A Ipiranga e a Raízen, por outro lado, provavelmente permanecerão abaixo das margens embutidas no consenso de mercado para 2021, apesar de apresentarem melhorias significativas em relação ao trimestre anterior.”

”Disse o relatório assinado por Regis Cardoso.

O relatório informa também que, apesar do resultado mais fraco da Ipiranga, as demais empresas do grupo Ultrapar apresentarão resultados mais positivos no trimestre. O mesmo ocorre com a Cosan, cujas demais empresas devem ter um resultado mais forte que a Raízen.

Na opinião do Credit, os ganhos com o combustível estocado podem fornecer um aumento significativo para as margens do terceiro trimestre, mas as margens de reposição devem anular parcialmente esse efeito.

A Ultrapar vai divulgar os resultados do terceiro trimestre no dia 4 de novembro, a BR Distribuidora no dia 10 e a Cosan no dia 13.

BR Distribuidora

O Credit espera que a empresa tenha um lucro líquido de R$ 488 milhões no trimestre, uma variação positiva de 62% na comparação anual e de 160% ante o segundo trimestre. Também é esperado um Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciações e amorizações) de R$ 935 milhões, ou R$ 96 por mil litros, um valor 21% acima do ano passado e 15% melhor que no segundo trimestre.

Cosan

A expectativa é que a Cosan tenha um lucro líquido consolidado de R$ 409 milhões, revertendo prejuízo do segundo trimestre e um valor 50% menor do que um ano atrás. O Ebitda esperado é de R$ 1,6 bilhão, alta de 1% no ano e de 208% ante o segundo trimestre.

A melhora deverá ser puxada pela Raízen Combustíveis Brasil, de onde se espera um Ebitda de R$ 593 milhões, 812% acima do segundo trimestre, Raízen Argentina, com expectativa de R$ 344 milhões de Ebitda e alta de 340% sobre 2019.

O Ebitda da Comgás deve melhorar 34% na escala anual, o da Raízen Energia 179%, na mesma escala de comparação e da Moove, 141%.

Ultrapar

“Estimamos Ebitda de R$ 891 milhões para a Ultrapar, uma alta de 58% no trimestre e queda de 6% no ano”, diz o relatório, que projeta um lucro líquido de R$ 227 milhões no trimestre, 29% menor na comparação anual.

As estimativas incluem um Ebitda de R$ 441 milhões para a Ipiranga, alta de 209% no trimestre e queda de 31% no ano.

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